sábado, 12 de setembro de 2009

Memórias de minha vida.

Odeio quando as pessoas começam seus relatos com querido Diário, tals tals, pelo menos eu escrevo normal.
Vou escrever minha vida.
A maioria das pessoas, pelo menos minha família, não tem respeito pela minha privacidade, não consigo ter absolutamente nada, nem sequer meus relatos diários, fala sério, que ódio! Na última vez, acredita que leram minhas coisas, não dá para agüentar isso, é demais. Normalmente sou muito estressada, mais com razão.
Pelo que notei, a única que me trata como ser humana em casa, é minha irmã , deve ser por ela já ter passado por isso na vida. Mais mesmo assim, acho que toda a família tinha que parar de ser marikotas.
Voltando a mim.
Tenho 15 anos, pré-aborecente, sou feliz, dependo de todo mundo, odeio depender dos outros, é uma droga.
Isso não vem ao caso, mais eu ei de morar em Londres, é tão perfeito, uma idéia veio em minha cabeça agora: antes tenho que fazer uma progressiva, afinal, imagina só, o tempo de chuva todos os dias. Deus me livre, meu cabelo não agüenta e nem eu, vou pensar direito em Londres.
Credo, acho que só eu tenho família problemática, se eu paro pra pensar, vem cada morbidade em minha mente: família tem pacto com o capeta.
Andei comentando comigo mesma, é estranho, tipo, eu chego da escola feliz, na hora que eu vejo minha mãe é uma coisa meio sem explicação, minhas energias são sugadas, meio que isso. Não disse, família possuída.
Quando eu ficar velha, não quero ficar igual minha mãe, acho que me mato, Deus me livre, imagina encrenqueira, chata, besta, credo!
To fascinada por vampirismo, essa é uma característica muito forte em mim. Claro que isso só aconteceu após eu assistir Crepúsculo, e ler três vezes todos os livros. Acredita que eu tava com uma mania extremamente esquisita?
Pois é, quando eu acordava passava bloqueador solar, fator 95, e na hora de dormir também. Queria ficar branca cada dia mais. Que paranóia. Gente, eu adoro pele branca, é tão maravilhoso, Michael Jackson foi meu ídolo, não pelas músicas, mais pela sua cor. Isso soou racista.
Eu sei que era doença, mais poxa é chique. Para mim é claro. Pelo menos no meu ponto de vista.
Acho que as pessoas me acham doentia, a minha irmã, pelo que eu noto, quando vai se maquiar, lota a maçã do rosto de blush, que desaforo, eu aqui querendo ser mais pálida a cada dia, e ela lá, querendo ficar rosa, magoa.
To desesperada, meu pai quer me levar para morar no mato, eu não quero. Salvem-se quem puder. Mato pra todos os lados? Nem morta, me joga mato se eu morrer.
Hello, shopping, pai, passa o cartão de crédito.
O que fazer nessa situação?
Plim [idéia brilhante], me esconder no bueiro.
Como se fosse resolver esse problema. Que medo de morar naquele lugar, é muito escondido da população, para falar verdade, é uma civilização perdida.
Bem o que vou falar agora é totalmente emo, mais é uma experiência de vida, que na maioria das vezes já aconteceu com você.
É, quando os amigos são verdadeiros, haja o que houver, ele não te deixam de lado por nada. Tive uma desilusão com meus amigos, chorei demais, mas parece que já é passado, afinal, as pessoas entram em nossas vidas com um propósito, e saem dela com outro. E o que está marcado para a gente, vai acontecer, não adianta fugir, fingir que não é com você, a profecia sempre se concretiza.
Abra a porta para coisas novas, não se prenda ao passado.
Existem tantas pessoas, boas e ruins, cruzaram seu caminho, e você irá ter que resolver para qual lado deve realmente seguir.
Chega de lição de moral. Cansei às vezes eu também não me agüento.

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